março 04, 2009

Professora dará entrevistas na Rede Minas e na TV Assembléia sobre a imagem da mulher na mídia




> Professora participa do programa Sala de Imprensa da TV Assembéia, para debater sua pesquisa "A Quarta Mulher".

O programa vai ao ar na quinta dia 12/03, 21 horas.

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Horários alternativos:

sexta - 12h15 e 0h10

sábado - 21 horas

domingo - 18 horas


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> Professora também concedeu entrevista sobre sua pesquisa no Jornal Minas 1º edição, apresentado pela jornalista Sandra Gomes, no dia 06/03 ao 12:00h, na Rede Minas.

março 03, 2009

Diploma em debate: jornalismo de qualidade em sociedade democrática

Em um contexto em que se discute o fim da necessidade da formação superior do jornalista venho aqui fazer o caminho inverso. Tentarei demonstrar quais as razões que justificam não o fim das exigências, mas a sua consolidação e intensificação. O jornalismo é, sim, uma área de conhecimento específico que possui decisiva importância sobre as dinâmicas sociais em que está inserido. Por isso, tem uma responsabilidade acrescida sobre a emancipação ou não dos sujeitos e da sociedade. E, como toda profissão que possui tal responsabilidade social, o jornalismo deve vir acompanhado de três elementos fundamentais: formação de qualidade, liberdade de expressão e limites ao exercício dessa liberdade. É nesse sentido que devemos nos empenhar em legitimar o lugar de um comunicador autorizado capaz de realizar as operações técnicas e éticas próprias à profissão e dignas de uma sociedade democrática. O caminho contrário, a sua deslegitimação, parece servir apenas aos interesses de pessoas que se favorecem da ignorância social e da despolitização dos cidadãos.
>>O artigo completo está disponível no site do Observatório da Imprensa:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=527DAC001
>> Ou no site do Sindicatos dos Jornalistas de Minas Gerais

março 02, 2009

Prêmio "Rumos Itáu Cultural" abre inscrições para estudantes e profissionais

O Itaú Cultural lança os novos editais do programa Rumos. São eles: Arte Cibernética; Cinema e Vídeo; Dança; e Jornalismo Cultural. Todos abrem as inscrições no dia 4 de março e, com exceção de Jornalismo Cultural (que encerram no dia 31 de julho), vão até 29 de maio. A seleção dos projetos será feita por comissões autônomas formadas por especialistas nas áreas contempladas e um representante do Itaú Cultural. Os resultados serão divulgados no segundo semestre de 2009. Em todos os casos, a divulgação será feita por meio da imprensa e do site da instituição www.itaucultural.org.br/rumos, onde se encontram todos os quatro editais e por meio do qual deve se fazer a inscrição gratuita.

março 01, 2009

Sobre a Transitoriedade


"É impossível que toda essa beleza da Natureza e da Arte, do mundo de nossas sensações e do mundo externo, realmente venha a se desfazer em nada. Seria por demais insensato, por demais pretensioso acreditar nisso. De uma maneira ou de outra essa beleza deve ser capaz de persistir e de escapar a todos os poderes de destruição. Pois, um flor que dura apenas uma noite nem por isso nos parece menos bela. É nesse sentido que "o valor de toda essa beleza e perfeição é determinado somente por sua significação para nossa própria vida emocional, não precisa sobreviver a nós, independendo, portanto, da duração absoluta. O que implica dizer que "o valor da transitoriedade é o valor da escassez no tempo". Na medida em que a consciência da "limitação da possibilidade de uma fruição eleva o valor dessa fruição"
(...) "Assim, quando o luto tiver terminado, verificar-se-á que o alto conceito em que tínhamos das riquezas nada perdeu com a descoberta de sua fragilidade. Reconstruiremos tudo o que se destruiu, e talvez em terreno mais firme e de forma mais duradoura do que antes. "

O trecho acima é parte de um ensaio intitulado "Sobre a Transitoriedade" escrito por Freud em novembro de 1915, a convite da Berliner Goetherbund (Sociedade Goethe de Berlim) para um volume comemorativo lançado no ano seguinte sob o título de Das Land Goethes (O País de Goethe).

fevereiro 26, 2009

O corte no tempo

"Uma alegoria do Tempo desvelando a Verdade"
de Jean-François de Troy (1679-1752)

Acreditava que já havia passado por muitas perdas e muitos testes. Já havia enfrentado a fome. O desalento. A solidão. A superação profissional. A superação física. Doenças graves. A ausência de um apoio afetivo, familiar. A inveja. A injustiça. A maldade. Tudo. E, todas essas coisas não foram capazes de me deter. Ao contrário, mostravam o quanto havia em mim uma força infinita, capaz de ressurreições e de uma vontade de vida pulsante, vontade de potência, de uma segunda infância. Por essas razões, sempre me julguei capaz de enfrentar qualquer medo, qualquer coisa. Mas, agora.... Enfrento minha pior e mais grave fragilidade. Pois, foi justo quando a alma serenou e o amor incondicional tomou conta de mim; justo quando estava em paz em companhia do sentimento mais sublime e puro que se possa compartilhar, que minha alma partiu-se ao meio. Quando não estava com as armas em punho, nem a armadura no corpo para esse golpe. Tudo em mim oferecia-se nessa cumplicidade amiga, nessa segurança eterna...Mas, o eterno, como “o terno eterno” de nossa alma, não existe. A alma é feita para as batalhas, mas percebi que nem sempre estamos prontos para elas.
Não poderia imaginar que a segurança que me acompanhava há anos, um pedaço de mim, pudesse _ em um corte _ ser amputado, separado. Está. É fato. A morte é um corte no tempo que nos separa em instantes da companhia tão amada, tão viva...Agora, é fato. O corte no tempo se impõe. Há segundos, agora horas, agora semanas que me separam aos poucos. De castigo: essa solidão silenciosa, fatal. Vivo todos os sentimentos: ora raiva, melancolia, saudade, alívio, tristeza, confusão, revolta, cansaço. Não sabia como eles poderiam se alternar com tanta velocidade....Enfrento, ainda sem saber como sair, o meu mais grave sentimento, minha mais exigente superação,


fevereiro 16, 2009

Pedaço de mim

A primeira vez que entendi o significado da perda, da morte foi quando uma professora de português, chamada Regina, levou para a sala um som e colocou uma música para tocar. A fita velha, o som baixo, chiado, uniu-se a profundidade do que era dito. Senti a perda, mesmo que ainda não tivesse vivenciado nenhuma. Ontem essa música tocou dentro de mim novamente, agora não foi preciso imaginar a perda. O dia mais triste da minha vida. "Oh pedaço de mim, o metade amputada de mim, leva os teus sinais que saudade é o pior castigo".

"Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que morreu

Oh, pedaço de
mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma
fisgada
No membro que perdi

Oh, pedaço de
mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus"

(Chico Buarque)

fevereiro 13, 2009

Sobre os indutores do prazer e da beleza


“Encha sua vida com tantas experiências de alegria e paixão quanto você humanamente possa. Comece com uma experiência e construa a partir dela” Márcia Wieder

Induzir. Instigar, convidar os sentidos, o corpo. O que chamo de indutores do prazer e da beleza nada mais são do que os pequenos objetos, gestos, ocasiões de que nos cercamos para termos experiências breves e transformadoras, que configuram, em sua constância, a beleza em nós (no que somos e no que nos cerca). As flores sobre a mesa. O ritual de tomar café. Ler o jornal do dia. O encontro com os amigos após o trabalho. Regar as plantas. Galopar. Nadar no "Rio Grande". Ver o entardecer da varanda. Ler um livro com calma e prazer na cama. Um vinho. Um jantar. Um belo vestido. A maquiagem. Um toque de quem amamos, um olhar demorado... Uma paisagem: as montanhas, o mar (o mar...). A casa limpa, perfumada. Cortinas de vuol dançando ao vento. Música. Essas pequenas coisas de que devemos nos cercar, que nada tem de ostentatórias ou artificiais, mas necessárias para produzir a beleza e prazer a nossa volta e em nós. Simbiose alegre...

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janeiro 29, 2009

Felicidade: uma postura afirmativa, mesmo durante o sofrimento


É possível colocar em cheque a máxima “sem sacrifício hoje, não há felicidade amanhã”? Sim, é possível. Como? Para entender melhor iremos definir de forma esquemática as 3 atitudes básicas das pessoas diante da vida e da busca pela felicidade:

1) O Mártir: aquele que acha que a felicidade está no futuro e, por isso, sacrifica-se no presente. Sua felicidade está em alcançar metas, mas após o alívio de atingí-las sente-se novamente vazio, buscando infinitamente uma nova meta.
2) O Hedonista: aquele que quer viver ao máximo o hoje, o presente e não se importa com as conseqüências de seu prazer imediato. Trata-se de uma pessoa constantemente em "ressaca" pelo excesso de prazer. Associa esforço ao sofrimento e prazer a felicidade.
3) O Blasé: pessoas constantemente insatisfeitas, indiferentes. Nada para elas está bom, mesmo quando todos os recursos para a felicidade parecem as ser oferecidos.

No entanto, a felicidade não pode nem ser uma meta futura (inalcançável); não pode ser inconseqüente com o futuro; nem indiferente. Pois, quando o mártir “confunde momentos de alívio com felicidade, reforça a ilusão de que o simples cumprimento de metas nos faz felizes” (BEN-SHAHAR, 2008). Já o hedonista “se engana quando associa esforço com sofrimento e prazer com felicidade”. Há um episódio da série televisiva Além da Imaginação que ilustra bem o erro tanto do hedonista quanto do blasé. No episódio “um criminoso cruel é assassinado e recepcionado por um anjo encarregado de satisfazer todos os seus desejos. O homem assusta-se por ter ido para o céu, após tantos crimes. Fica confuso, mas acaba aceitando sua boa sorte e começa a pedir somas de dinheiro, refeições, belas mulheres e é atendido. Desfruta de grande prazer. No entanto, com o passar do tempo o prazer começa a diminuir; sua existência sem esforço começa a cansar. Pede ao anjo algum trabalho que o desafie, mas é informado que naquele lugar pode ter o que quiser menos a oportunidade de trabalhar pelas coisas que pede. Pensando que estava no céu o homem diz querer ir para o inferno. Nesse momento a câmara faz um close no rosto do anjo e sua fase transforma-se na face do diabo. Este é o inferno que o hedonista confunde com o céu... ”(BEN-SHAHAR, 2008). Sem propósitos, objetivos e luta a vida perde o sentido e não encontramos a felicidade.
Estamos, enfim, diante da quarta e mais densa postura diante da vida....a de lutarmos, vermos sentido e propósito nessa luta, celebramos e acima de tudo acreditarmos na vida mesmo diante do sofrimento e das adversidades (o chamado por Nietzsche de amor fati). A felicidade está na travessia e não só na chegada. Trata-se de curtir a paisagem e não só o destino e trocar o pneu se for preciso. A felicidade está na luta, no que a significa e no seu resultado (bom ou ruim). É nesse sentido que podemos ser felizes agora e no futuro.
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>>"Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade. Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo. (...) Em suma: quero ser, algum dia apenas alguém que diz sim."" (Nietzsche, GC).
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>>"A guerra educa para a liberdade (e para a felicidade). O que é a liberdade? (A felicidade?) É ter a vontade de responder por si, é ser indiferente às amarguras, às asperezas, às privações; é estar pronto a sacrificar a tudo, sem excecutar-se a si mesmo. Liberdade significa os instintos alegres de guerra e de vitória. (...) Primeiro princípio: é preciso ter necessidade de ser forte (e feliz), caso contrário, nunca se chega a sê-lo" (NIETZSCHE, CI, p.89)

janeiro 12, 2009

O homem que amou demais

Sei que podem estranhar a minha narrativa, confesso que não estou mesmo acostumada a ela...Mas, como já denunciava Walter Benjamin perdemos a capacidade de narrar...de contar histórias e com isso perdemos também a magia dessa forma artesanal de comunicação...tão humana...Faço aqui a minha envergonhada, mas necessária tentativa...

Era uma vez...porque uma vez haveria de ser para que tudo comece e termine...um homem que amou uma mulher mais do que a si mesmo. Um homem capaz de uma amor tão intenso que só poderia ser compreendido por seu modo de ser no mundo. Acostumado que estava a grandes batalhas já havia enfrentado todos os tipos de periculosidades e soube, a cada temor, dar o golpe certeiro de sua espada. Superou, inclusive, o pior e mais temido inimigo.... Uma doença que apoderou-se de seu corpo e tombou-o em uma cama. A suspeita: não voltaria a andar. No entanto, quem poderia diagnosticar esse guerreiro a não ser ele próprio? Não acreditou e se auto-diagnosticou contra tudo e todos: voltaria, sim, a andar, a correr, a lutar e a tudo mais que estava acostumado e ainda melhor. Convicto que estava disso lançou-se, apaixonadamente, em sua mais difícil batalha e dela saiu ainda mais belo e confiante de sua força.
No entanto, não sabia que a sua luta mais desafiadora ainda estaria por vir. Uma mulher. Tão indomável como o seu mais audaz inimigo.Tão livre e incomum. Uma mulher que possuía uma lucidez penetrante que lhe permitia ver além de qualquer formalismo, como se viesse de volta de vinte anos de guerra. Contraditória; pois quanto mais dominava os saberes do mundo, tornava-se cada vez mais impermeável aos formalismos, mais indiferente à malícia e desconfiança, feliz num mundo próprio de realidades simples. E, quanto mais livre dos convencionalismos e obediente a sua espontaneidade, mais perturbadora ficava sua beleza e mais provocante seu comportamento. Tudo nela pecava, por assim dizer, por um excesso de delicadeza*.
Ao contrário da maioria das mulheres não queria casar-se, ter filhos e nada que a limitasse em sua liberdade. A liberdade é, por isso, sua potência. É o vento forte que alimenta seu espírito nos topos dos horizontes das montanhas. Filha do sol, amante do vento da serra, das águas correntes, das cachoeiras, galopa para sentir os ventos doidos nos cabelos*.
Uma mulher que cercava-se da beleza através dos mais delicados objetos, sabedora que era da influência deles sobre cada um dos seus gestos. Tudo que a adornava, tudo que servia para realçar sua beleza, fazia parte dela própria. É, sem dúvida, uma luz, um olhar, um convite à felicidade... *.
Ele, o guerreiro, a escolheu como alvo de seu amor. Mas, por quê? Porque não poderia escolher nada menor do que os grandes desafios a que estava acostumado. E, quanto mais percebia nela uma batalha, mais instigava-lhe a conquista. Não que isso revelasse nele um traço de vaidade, ao contrário, o que o movia era uma nobreza digna dos melhores sentimentos: encantamento, amizade, generosidade, doação e uma série de virtudes dignas de um tratado que as catalogasse.
Persistente e incansável que era em seus objetivos conquistou, enfim, o amor da mulher. Ela estava encantada com sua força, persistência e, especialmente, por sua capacidade de amá-la. O que não significou que tiveram uma vida serena juntos, nada disso. Travaram memoráveis batalhas, herdeiros que eram, ambos, da belicosidade e da obstinação.
No entanto, a mulher viu-se, em determinado momento, impelida por sua natureza. A liberdade a chamou e ela sofreu como nunca ao deixar o guerreiro. A nobreza do sentimento do guerreiro por ela a fez, inclusive, repensar sua própria natureza, a querer ser, por um instante, uma mulher comum. Mas, nada pode impedir um espírito tão ávido por sua liberdade e tão convicto de seu caminho.
Ele sofreu, ciente de perde-la. No entanto, ganhou algo que não poderia imaginar com a sua partida. Uma presença que transformou sua solidão em uma solitude. Descobriu que a capacidade da amar não dependia mais do alvo do seu amor, mas de sua capacidade em si mesma de amar. Eis sua conquista definitiva, soube, enfim, que era um homem que trazia em si a maior força (a que inclusive era a responsável por suas outras vitórias) a sua infinita capacidade de ter o amor em si.
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** * Para a caracterização da mulher combinei o meu próprio texto ao de Gabriel Garcia Marques em "Cem anos de solidão" , quando descreve Remédios; a caracterização da duquesa de Langeais feita por Balzac; trechos de Charles Baudelaire na obra " Sobre a Modernidade" e trechos de Agripa Vasconscelos quando descreve a lendária Dona Beija no livro "A vida em flor de Dona Beija".

janeiro 01, 2009

A falta de um conselho afetivo para começar de novo


“Se tiver dinheiro suficiente para comprar dois pães compre um e com o restante compre flores para enfeitar a sua casa”

Você já sentiu falta de alguém para te aconselhar em um momento confuso, em que está inseguro? Uma fase em que olha para a sua vida e senti angústia por não ter conquistado ainda o que quer? Quando questiona se sua vida está na rota certa? Quando está incerto sobre que caminho e decisões ter para si e para os que estão a sua volta?
Antes tínhamos avós sábios, pais mais pacientes que, com uma pequena frase, faziam nosso coração serenar. Hoje...temos de pagar psicólogos para termos conselhos...sempre com tempo marcado e cifras que impedem uma relação mais afetuosa e verdadeira, elementos necessários para conferir, junto as palavras, paz a nossa alma. Como isso não acontece...somos remediados em nossos vazios.
Como sinto falta de uma pequena frase....como essa que coloquei acima do texto que refleti sobre a necessidade da beleza em nossa vida. E, como não tenho esse tão importante conselheiro afetivo recorro a uma bela herança deixada por meu avó...livros do jornalista e médico norte-americano Orison Swett Marden. Funcionam, para mim, como conselhos deixados por um avó que não conheci...
Logo eu que desconfio do pragmatismo americano me rendi a esse psicólogo que inaugura uma literatura hoje conhecida como “auto-ajuda“. Marden perpetua através de uma linguagem rebuscada e com uma firmeza nas afirmações os conselhos tão necessários em tempos de conflito interno.
Quero aqui compartilhar conselhos da minha coleção de livros empueirados que preenchem minhas estantes e meus vazios...

“ As coisas não mudam, nós é que mudamos. O início de um hábito é como um fio invisível, mas cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação” Marden

dezembro 11, 2008

Sobre o fim e o início de uma aula

Hoje foi o fim de mais um semestre. E despedir-se de uma turma é como perder algo precioso que foi construído com muito cuidado – no entanto, deixo em seguida esse pensamento saudoso quando percebo que algo perdura contrariando a minha ausência e a deles. Algo que possui uma força que tende para a continuidade e nunca ao fim: o conhecimento. Esse que perdura, cresce e nos torna quem somos. Essa turma (com outras que me foram muito especiais) engrandecem e dão força a essa palavra: ensino. Porque no fim das contas descobrimos que o “ensinar” só acontece quando a troca se estabelece, quando a relação se instaura. Hoje, ao fim de mais uma prova, fiquei conversando com alguns alunos que me davam o retorno sobre a minha forma de tratá-los, especialmente sobre os meus famosos “memoriais” (as fichas individuais que faço dos meus alunos acompanhando seu desenvolvimento durante o semestre) além da segunda chance que dou de revisão, corrigindo os exercícios com minhas fichas e os critérios de avaliação. Diziam que se sentiam respeitados e que realmente percebiam a minha vontade de ensiná-los e de não só transmitir o conteúdo.
Não imaginam o quanto me enobrece essa resposta, esse retorno, que felizmente são comuns em minha carreira. Manifestações de carinho e agradecimento que são, realmente, o combustível para meu trabalho. Um sinal de que é esse o caminho da educação: o respeito mútuo, uma obstinada vontade em aperfeiçoar, paciência e entusiasmo pelo que se faz. Obrigado meus caros alunos, pois só posso ser a professora que sou, na medida que tenho alunos igualmente dispostos a estabelecer essa preciosa relação; a relação que nos une por algo tão imaterial e sólido: o conhecimento.
Com carinho e admiração,
professora Isabelle

dezembro 02, 2008

Professora lança seu primeiro livro sobre Jornalismo Cultural (Prêmio Itáu Cultural)


Irei lançar meu primeiro livro na área denominado “O Ensino do Jornalismo Cultural no Brasil”, dia 03/12/08, em SP durante o II Seminário Internacional de Jornalismo Cultural. A publicação conta comigo e mais 8 professores de jornalismo do país selecionados pelo prêmio Rumos Itaú Cultural. Iremos apresentar um mapeamento crítico da questão do ensino e da discussão do conceito de jornalismo cultural. Em meu ensaio discuto qual o conhecimento produzido pelo jornalismo cultural.
>A seguir um trecho da minha discussão...
“Você já parou para pensar que tipo de conhecimento você adquire lendo as editorias jornalísticas destinadas à cultura? De qual é a relevância do que está apreendendo para a sua vida, sua formação? Essas respostas são importantes, pois grande parte do que nós conhecemos sobre a cultura; conhecemos por meio do jornalismo cultural. Saber o que estamos consumindo é sondar boa parte dos “sujeitos culturais” que somos.
E, pesa sobre essas questões controvérsias. Acusado de empobrecer a cultura por alguns e venerado por democratizá-la por outros o jornalismo cultural é, por isso, uma faceta polêmica e fascinante da comunicação”.

>>OBS. Estou muito entusiasmada com a publicação, minha primeira (espero que de muitas...). Esse é meu grande presente de Natal, o reconhecimento da minha reflexão na área.

II Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural

O norte-americano Andrew Leland, editor da The Believer; o diretor da Folha de S.Paulo, Otávio Frias Filho; e o professor de história da cultura Nicolau Sevcenko são alguns dos nomes que estarão reunidos no II Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural.

Sala Itaú cultural - Itaú Cultural Avenida Paulista 149 - Paraíso [próximo à estação Brigadeiro do metrô]
informações 11 2168 1777 www.itaucultural.org.br

novembro 25, 2008

Qual o tempo necessário para tornar-se uma pessoa genial?

Dez anos. Essa é a conclusão da pesquisa do inglês Malcolm Gladwell em seu recente livro Outliers (Ed:Sextante) que chega ao Brasil em dezembro. Sua maior curiosidade era a de entender porque algumas pessoas fazem sucesso, são reconhecidas e outras não. No livro demonstra que todos os grandes gênios (como Bill Gates; Einstein; Pelé; Machado de Assis; Obama e Madona) levaram cerca de 10 anos para serem o que são. “O que são dez anos? Bem, é mais ou menos o que se leva para obter 10 mil horas de prática (cerca de 20 horas semanais). Dez mil horas é o número mágico da grandeza”.
Para ilustrar diz que Bill Gates só se tornou um milionário aos 20 anos porque aos 13 foi estudar em uma escola privada de Seattle em que havia um raríssimo terminal de computador. Aos 16 passava 30 horas por semana escrevendo seus próprios programas. Quando fundou a Microsoft tinha 10 mil horas de treino de programação.
Os Beatles, tinham mais de 1.200 apresentações antes de se tornarem um sucesso. Einsten aos 16 anos já era obcecado pela natureza da luz. Interessava-se apenas por física, matemática, filosofia e violino. “Tudo o mais era tédio”, afirmava. E sempre perguntava a quem conhecia: “O que é a luz?”. A questão central de sua vida o levou aos 26 anos a conceber a teoria da relatividade, tornando-se a maior referência mundial quando o assunto era a luz.
Madona continua a fazer sucesso aos 50 anos. Isso porque a cada ano “inventa um rosto, um estilo e uma música diferentes. Além da intuição e marketing, trabalho duro. Para a excursão mundial deste ano, se preparou com oito horas de dança por dia. Quem faz isso? Resultado: tem nove prêmios Grammy, dois Oscars vendeu 280 milhões de discos e sua fortuna está estimada em US$ 1 bilhão e é a artista mais bem sucedida do mundo. Não é acidente”.
Mas, você pode indagar: quem tem condições de se dedicar 20 horas semanais a um projeto que lhe é caro? O autor responde que há, realmente, uma série de fatores que devem somar-se para a produção de um grande gênio. Ou seja “se não houver um entorno protetor e uma situação adequada, mesmo a pessoa mais genial pode ser tragada pela vida sem deixar vestígios”. Machado de Assis, por exemplo, era apaixonado por livros, quase foi demitido de seu cargo na Imprensa Nacional, por não parar de ler. Contou, para isso com a apoio da esposa Carolina, uma mulher compreensiva ao emprenho do marido à literatura. Pelé por sua vez contou com o incentivo do pai, centroavante profissional, para que desde cedo aperfeiçoasse a técnica e treinasse mais do que todos os seus colegas.
Bill Gates formou-se em caras escolas financiadas pelo pai, o mesmo aconteceu com Einstein, filho de um industrial e que teve amplo acesso à melhor educação européia. Moral da história: Ninguém _nem o astro de rock, nem o atleta profissional, nem o bilionário do software, nem o gênio, chega lá sozinho”, segundo Gladwell.

>>>O que as pessoas geniais nos ensinam:
1) Não existe sucesso sem trabalho duro, por toda a vida,
2) O entorno é fundamental. Não existe sucesso sem apoio de um companheiro, da família ou de uma comunidade,
3) A adversidade na infância ou a noção de valor aprendida com pais austeros é presença constante na história de pessoas de sucesso. Mimados, ao que parece, não vão longe,
4) A prática que produz a excelência leva tempo. Antes de aparecer para o público a pessoa passa anos no anonimato, construindo,
5) Tenacidade. Pessoas que não se abatem com facilidade. Distinguem-se por seguir em frente apesar das (inevitáveis) decepções,
6) Conte com a sorte,
(Utilizei para a postagem informações da reportagem de Ivan Martins "O Doutor Sucesso", Revista Época, 24 nov. 2008. Comentário sobre a reportagem> Ao ler a reportagem tive a impressão contrária a destacada na capa da revista em que havia a valorização do fator "sorte" quando na verdade a reportagem apontava no caminho contrário. As 10 mil horas, ou as 20 horas de dedicação semanais em um projeto ou idéia revelam que há um investimento de longo prazo na conquista do reconhecimento social. Outro elemento instigante da pesquisa do inglês está em identificar que há um elemento obscurecido pela idéia de que o sucesso está no talento individual ou na sorte: o entorno. Ou seja, se a pessoa não tiver o apoio do companheiro, as condições necessárias para estudar (ora promovidas pela família, ora por políticas públicas de acesso) não há como ter sucesso. O sucesso é uma construção coletiva e uma aposta que depende também de uma obstinada vontade de seguir quando tudo aponta na direção contrária).

novembro 14, 2008

A cidade horizontal...

A cidade mais sonhada e etérea promete uma vida, sem entregá-la totalmente. Ela é tudo o que parece ser: há luzes que encantam nossos pequenos olhos e construções realizadas com uma única função: a de nos espantar ora pelos detalhes, ora pela grandiosidade. Mas, essa cidade não pode ser explicada por suas construções e pelas artes que concentra...como poderei te explicar?! Vou tentar...
Lá os prédios modestos recusam-se a tampar o céu, deixando esse espaço vazio, tão necessário para a alma. Em quase todos os apartamentos há cortinas de vuol branco que, sensualmente, acompanham o vento, desvelando os móveis, os quadros, lustres e a vida que se vive. Nas pequenas sacadas os moradores cultivam flores vermelhas (gerânios) que preencheem nosso caminhar banal pela cidade de leveza, distração e olhares ao alto. Uma cidade em que pão e flores possuem o mesmo status: necessários.
Uma moça anda lentamente de bicicleta na calçada. Suas pernas giram nesse pequeno esforço. No cesto leva várias cartas em envelopes caprichosos e coloridos. Imagino agora a letra, as palavras e a afetividade que só uma carta a mão poderia trazer. Agora ela atravessa a calçada, tomba a bicicleta em um poste e dirigi-se a uma feirinha de frutas, flores e queijos. A cena, agora a distância, mistura-se ao conjunto de prédios, pessoas e cores. Uma promessa de vida...
Os corredores radiais nos apresentam um “leque” de ruas para nos perder. E perder-se nessa cidade significa encontrar uma pequena loja de antiguidades, uma floricultura, um pequeno restaurante ou ainda ter de se desviar das charmosas mesinhas de um Café espalhadas na calçada. Há também sorveterias em que as bolas não são arremessadas agressivamente na casquinha, mas montadas com uma espátula a fim de formar, pétala a pétala, uma flor. Lá aprendi que bola de sorvete não tem que ser redonda...rs. Isso me fez perceber que nessa cidade nada é prático, nada combina com uma vida "fast food". Tudo dá trabalho, mas é esse trabalho que concede a todas as coisas corriqueiras uma aura. Como se o ritual de preparação delas fosse também a condição necessária de sua densidade sensível.
Assim, como explicar essa cidade em que o dia demora a raiar e há praças e esculturas que provocam uma sensação paradoxal: a de sermos pequenos e grandes. A primeira vista nos sentimos reduzidos diante de tantas construções e histórias memoráveis. Mas, em seguida, a cidade generosamente nos acolhe. Não que o faça por sua verticalidade amedrontadora, mas em seu horizonte impreciso, no que promete sem nunca dar. No que deixa incompleto, a brecha para o desejo. Abre para nós, no raiar tardio e inevitável desse horizonte, a possibilidade também de sermos grandes...

novembro 04, 2008

O piloto "Laboratório de Moda Brasil" é finalista no Festival Internacional de TV

O piloto Laboratório de Moda Brasil ficou entre os 7 finalistas finalista do IV Festival Internacional de Televisão 2008, na categoria entretenimento, concorrendo com 130 pilotos de todo o Brasil. O projeto idealizado por mim e pela designer Adrienne Rabelo (minha mãe) foi adaptado para ser uma série para a TV em parceria com a produtora de vídeo Cara de Cão/BHZ, com direção de Alfredo Alves.
A idéia do programa é ter as cidades brasileiras e seu multiculturalismo como inspiração para o processo de criação de moda. A cada programa, alunos de design (que serão selecionados em todo o país) serão desafiados a criar uma roupa a partir da iconografia de uma cidade ou região nacional. A proposta da série é eleger a cultura brasileira como fonte de inspiração para a criação da moda
Para saber mais sobre Lab.Moda Brasil aqui
Para saber mais sobre os finalistas aqui

Para saber mais sobre o Festival Internacional de Televisão 2008 aqui

novembro 02, 2008

Projeto Laboratório de Moda Brasil - CIM 2008, Madri/Espanha


> RESUMO DA PALESTRA sobre o projeto Laboratório de Moda Brasil no 1º Congresso Internacional de Moda, Madri, 23/10/2008. (O projeto ficou entre as 10 pesquisas internacionais selecionadas para apresentação oral dentro da programação oficial do evento representando o Brasil ao lado da Itália, França, Espanha, Portugal entre outros países).

Autoras:
Isabelle Anchieta de Melo
Adrienne Rabelo Anchieta

O projeto Laboratório de Moda é uma proposta de metodologia para o processo de criação de moda que tem as cidades brasileiras e seu multiculturalismo como inspiração. Assim, a partir da iconografia de uma cidade ou região nacional uma coleção de roupas poderá ser criada. A proposta, como o próprio nome antecipa, quer fazer do Brasil um laboratório para a criação de moda. Experimentar formas, cores, texturas e temas particulares da cultura brasileira para o universo da moda é o seu objetivo.
A metodologia é fruto da parceria entre a estudiosa e designer Adrienne Rabelo e a pesquisadora e mestre em comunicação Isabelle Anchieta, que utilizou com o aporte teórico a reflexão do historiador de arte Erwin Panofsky.
Assim, para realizar a tradução das formas da arquitetura; natureza; arte; artesanato; costumes que compõem as cidades brasileiras para o universo da moda nos apropriamos da análise de imagens idealizada por Panofsky. Pensada originalmente para a análise de obras de arte, a metodologia revelou-se rica e pertinente também para o processo de criação em moda.
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PARA ENTENDER MELHOR ACOMPANHE OS SLIDES

Obs. 1> A animação acima foi criada pela brasileira que integra a equipe do museu do Traje, Angélica Santos. Ela documentou a apresentação e a divulgou em seu blog (mi-cajon.blogspot.com). Vale a pena visitar o blog da Angélica que, com colaboração de outros "cariocas espalhados pelo mundo", dá dicas generosas e singulares da moda e dos modos de vida na Europa.

oBS 2> O projeto "Laboratório de Moda Brasil" foi tb adapdato para se tornar uma série para a TV. Gravamos durante 2007/2008 um piloto que envolveu a participação de 11 estudantes de design, uma produtora de vídeo - Cara de Cão/BHZ - com direção de Alfredo Alves. Estamos negociando sua exibição com algumas emissoras, que sabe, em breve, o programa irá ao ar...

A função humanizadora da Moda - CIM 2008


> RESUMO DA PALESTRA DE ALFREDO CRUZ NO 1º CONGRESSO INTERNACIONAL DE MODA, em 23/10/08, Madri


ALFREDO CRUZ (filósofo espanhol)

“A moda expressa algo que o corpo não pode expressar”, com essa frase o filósofo espanhol Alfredo Cruz, expôs uma das mais interessantes palestras do Primeiro Congresso Internacional de Moda. Para ele a moda não deve ser vista como algo frívolo, mas entendida como elemento cultural que expressa valores humanos. A moda promove o valor do nosso estar no mundo (que não é somente físico, mas ao nosso modo de estar singular); do personar-se. E, para que tenha valor real, valor cultural a moda deve estar ligada ao viver, as vivências reais.
O contrário, a moda despótica não é senão a expressão de si mesma, que não nos permite dizer nada sobre nós, sobre a nossa presença no mundo e nesse sentido deixa de ser um acontecimento humano. A moda em seu sentido mais forte deve oferecer os recursos lingüísticos que permitam a nossa expressão pessoal.
Contrapondo-se a moda despótica o filósofo recorre ao mito de Narciso. Para ele se a moda olhar apenas para si mesma ela irá morrer; para que seja humana terá de olhar para o mundo e para o vivido. Critica o narcisimo tanto econômico como do processo de criação da moda (especialmente dos criadores fechados em seu mundo). Mas, aletra também para o perigo de entender a moda ética como uma moda a serviço de... A moda a serviço da paz, da pobreza, da política, da consciência. Para ele isso não é uma moda ética, já que ela torna-se um instrumento de uma causa que lhe é externa. A moda não deve servir a causas que lhe são exteriores já que a ética da moda reside em si mesma. O cultivo da moda, no sentido cultural é fundamental para a transcendência humana: a moda é algo verdadeiramente humano.

A moda e o luxo na era Hipermoderna - CIM 2008


>RESUMO DA PALESTRA DE LIPOVESTKY NO 1º CONGRESSO INTERNACIONAL DE MODA, em 22/10/08, Madri

GILLES LIPOVETSKY (filósofo francês)

“Não podemos reduzir a moda a competição entre classes; há um erotismo no luxo que as pessoas se recusam a pensar” com a frase Lipovetsky responde aos críticos da moda que insistem em interpretá-la somente a partir das categorias de competição, rivalidade e distinção social. O filósofo defende, solitáriamente, que devemos ver na moda também um lócus de prazer, lúdico e experiências humanas. Para ilustrar a cena ele imagina uma mulher comprando um perfume em uma loja, ela abre o frasco, experimenta as fragrâncias, delicia-se com isso. Lipovetsky, após desenhar a cena afirma: não há função nenhuma nisso, no usar perfume. “O efêmero incomoda, pois queremos coisas que durem, sólidas”.Mas, as coisas não duram e nos demos conta disso, o próprio conceito do luxo deixa de ser localizado pela posse de objetos (ostentação) e passa a ser cada vez mais um “luxo experencial”. O luxo do turismo cultural, de passear pelo jardim de Versalles, o luxo da degustação de vinhos e temperos. Um luxo que promove "uma experiência de eternidade com o tempo”.

Se gostou da discussão a dica é ler o livro: LIPOVETSKY, Gilles; ROUX, Elyette. O Luxo Eterno.São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

outubro 30, 2008

Primeiro Congresso Internacional de Moda em Madri - repercussão

Gilles Lipovetsky e Isabelle Anchieta
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Ter contato com o autor que é a principal referência de minha pesquisa, o filósofo francês Gilles Lipovetsky, foi a mesma sensação de ver a Torre Eiffel ou o acervo do Louvre pela primeira vez - me dei conta que as coisas que nos parecem grandiosas, impossíveis são reais e mais acessíveis do que imaginamos. O mundo fica pequeno, ou melhor familiar e nos sentimos parte dele. Lipovetsky foi uma surpresa, apresentei a ele minha pesquisa (A quarta mulher) e demosntrou real interesse, me pedindo até que envie cópia do trabalho em francês.
Queria compartilhar também a repercussão da apresentação da segunda pesquisa selecionada para Congresso Internacional, em Madri, o projeto "Laboratório de Moda Brasil". Eu e minha mãe, a designer Adrienne Rabelo, ficamos entre os 10 pesquisadores escolhidos no mundo todo para apresentar o trabalho na programação oficial. Para nossa surpresa o trabalho repercutiu muito, as pessoas tiravam fotos dos slides e dos desenhos. Após a apresentação fomos convidadas por mais três Universidades (EUA, México e Espanha) para reapresentar o trabalho, legal, não!? Uma participante do Congresso, uma brasileira, Angélica da Silva, que hoje faz parte da equipe do museu do traje registrou toda a palestra e divulgou em seu blog na forma de slide (disponibilizei o slide tb no blog). Obs. A Angélica é uma pessoa super generosa e seu blog digno de atenção, compartilha junto com outros cariocas espalhados pelo mundo dicas preciosas sobre Moda e Modos de Vida na Europa, para quem quer dicas preciosas o site as oferece generosamente

outubro 02, 2008

O animal que voa com a cabeça


“E, se mais adiante, te faltarem todas as escadas, será preciso saberes trepar sobre a tua própria cabeça; senão como quererias subir mais alto?” (Nietzsche. AF.Z, P.122,)

Fomos obrigados a voar com a cabeça. Diante do precipício das nossas limitações construímos pontes. Ultrapassar. Ir além do que nos torna banais. E se voar é fruto da superação de nossos limites e deficiências, isso torna-se ainda mais grave para aqueles ditos “fracos”.
Mas, os fracos de possibilidades, os não agraciados pelo destino que tem fome de vida e superação são os homens/mulheres que voam. Rastejam, desejam asas e voam. Uma potência que testa nossa paciência, nossa coragem, nossos limites. Cansa, mas há de restar sempre a fé no que se pode vir a ser. E, se só ela restar, toda a força pode ser restituída de uma só vez. Podemos perder tudo, nunca essa pequena chama, capaz de reacender todo o nosso ser.
Agora entendo a frase de Nietszche em que afirma que...“ se mais adiante, te faltarem todas as escadas, será preciso saberes trepar sobre a tua própria cabeça; senão como quererias subir mais alto?” (Nietzsche. AF.Z, P.122)