janeiro 01, 2009

A falta de um conselho afetivo para começar de novo


“Se tiver dinheiro suficiente para comprar dois pães compre um e com o restante compre flores para enfeitar a sua casa”

Você já sentiu falta de alguém para te aconselhar em um momento confuso, em que está inseguro? Uma fase em que olha para a sua vida e senti angústia por não ter conquistado ainda o que quer? Quando questiona se sua vida está na rota certa? Quando está incerto sobre que caminho e decisões ter para si e para os que estão a sua volta?
Antes tínhamos avós sábios, pais mais pacientes que, com uma pequena frase, faziam nosso coração serenar. Hoje...temos de pagar psicólogos para termos conselhos...sempre com tempo marcado e cifras que impedem uma relação mais afetuosa e verdadeira, elementos necessários para conferir, junto as palavras, paz a nossa alma. Como isso não acontece...somos remediados em nossos vazios.
Como sinto falta de uma pequena frase....como essa que coloquei acima do texto que refleti sobre a necessidade da beleza em nossa vida. E, como não tenho esse tão importante conselheiro afetivo recorro a uma bela herança deixada por meu avó...livros do jornalista e médico norte-americano Orison Swett Marden. Funcionam, para mim, como conselhos deixados por um avó que não conheci...
Logo eu que desconfio do pragmatismo americano me rendi a esse psicólogo que inaugura uma literatura hoje conhecida como “auto-ajuda“. Marden perpetua através de uma linguagem rebuscada e com uma firmeza nas afirmações os conselhos tão necessários em tempos de conflito interno.
Quero aqui compartilhar conselhos da minha coleção de livros empueirados que preenchem minhas estantes e meus vazios...

“ As coisas não mudam, nós é que mudamos. O início de um hábito é como um fio invisível, mas cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação” Marden

Um comentário:

ELIDY FLY disse...

É "engraçado" pensar na desconfiança que temos nos livros de "auto ajuda". Ainda mais quando tudo o que lhe rodeia (como no meu caso) parece pura conspiração e até os sábios conselhos se transformam em maniqueísmo, ideologismo e alienação... Como é solitária e por vezes vazia a vida de um revolucionário, temos que confiar somente nos companheiros que estão muito ocupados com as "lutas" proletárias e não tem tempo para nos ouvir e se quer nos aconselhar.
As vezes o que percebo é que somos cheios de "utópicas certezas" e vazios de humanidade...
Muito enriquecedora essa postagem Isabelle e também inquietante.
Bjos, muita saudade de você!