julho 07, 2016

Assinando o contrato para a publicação dos meus primeiros livros com a editora EDUSP

Depois de uma amistosa negociação, enfim, assinando o contrato para a publicação dos meus primeiros livros com a editora EDUSP. Uma coleção (com 3 livros) adaptados de minha tese "Imagens da Mulher no Ocidente Moderno". Ansiosa para ver a obra ganhando vida e cumprindo sua função social.A coleção será dividida da seguinte forma: 1) Bruxas e tupinambás canibais; 2) Maria e Maria Madalena, 3) Stars de Holywood.
Para quem não sabe da pesquisa um resumo abaixo:

“Por trás do Espelho: uma História das imagens da Mulher no Ocidente Moderno” é o resultado de 8 anos de pesquisa e investigações, em várias partes do mundo, como tema de tese de doutoramento de Isabelle Anchieta pela USP. Uma obra com mais de 700 páginas que refaz a história da mulher no Ocidente, desde o séc. XV ao XX, por meio de xilogravuras, pinturas, esculturas, fotografias e pelo cinema. O trabalho foi premiado pela USP com distinção acadêmica e também recebeu prêmio internacional pela Associação de Sociologia com apoio da UNESCO devido a originalidade da abordagem.
A adaptação da obra para publicação foi aprovada por comitê da editora EDUSP. Segundo avaliação da parecerista externa da editora, especializada no tema, não há obra que abarque um período tão extenso, considerando, por essa razão, o empreendimento inédito não só no país como no exterior. Resumindo a obra da seguinte maneira:
"Em extenso trabalho de campo a autora faz uma vigorosa imersão nas imagens com o intuito de perceber as origens sociais do processo de individualização e humanização da mulher no Ocidente. O trabalho mostra a intertextualidade de vários produtos culturais (pinturas, esculturas, panfletos e filmes). Destaco a discussão sobre as disputas por reconhecimento que, segundo a autora, conduz a uma crescente individualização e humanização das imagens, mostrando a importância das visualidades na instauração de novas formas de organização e integração social (...) Quanto ao texto, o trabalho está muito bem escrito, o que é raro".

A pesquisadora demonstra como as imagens dialogam para além do tempo e espaço, se misturando e perpetuam-se em uma série de intervisualidades. É nesse sentido que a pesquisadora chama as imagens de “polimagens”, considerando que cada imagem contém em si uma série infinita de outras imagens. Uma obra que dá também relevo as imagens da mulher no Brasil, demonstrando não só uma assimilação passiva as imagens que vieram da Europa e América do Norte, mas um protagonismo das imagens nacionais e sua influência sobre as imagens que circulam no Ocidente. Assim, mais do que uma colonização, a pesquisa revela uma mútua contaminação entre essas imagens _ achados, esses, destacados pelos historiadores Fernando Novais e Lilia Schawrcz.
A obra desenvolve também outro conceito teórico original para pensar as pessoas para além das suas estereotipias: a “individumanização”. Um processo social e histórico que tende segundo a socióloga colocar em relevo as trajetórias individuais, mais do que o gênero, a cor e a etnia. Nesse sentido o trabalho foi qualificado pela pró-reitora de cultura da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda, como um trabalho de vanguarda.
O objetivo primordial de sua publicação é dar acesso a um conteúdo qualificado, histórico e sociológico no sentido de oferecer uma outra mirada sobre a questão da mulher para além do debate de gênero. O pós-gênero.
A divulgação de trabalhos de pesquisa como este é uma forma de criar uma ponte entre a produção de conhecimento e a sociedade. Propiciando a oportunidade de acessar um saber científico que deveria ter como finalidade o público amplo.

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