outubro 11, 2016

Lava Jato: espetacularização ou a transparência do mal?



Os políticos corrompidos recorrem, em geral, a uma estratégia narrativa (antiga) ao serem ameaçados: atacam a mídia de manipular a opinião pública e a justiça de espetacularizar o processo. Tentam matar o mensageiro para que não ouçam a mensagem, destacando a forma na tentativa de esconder os fatos. Tentam, assim, confundir espetáculo público com interesse público. No fundo, estão defendendo a manutenção das sombras tranquilas da impunidade. E, ‘não há caminho mais estranho para se chegar à luz da liberdade do que um mergulho nas catacumbas’, já afirmava Roberto Campos.
A ideia da ‘espetacularização’ é também uma forma de ataque típico de grupos conservadores e autoritários, no sentido de sentirem-se ‘autoridade’ no assunto. 

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Congresso na contramão do País: a urgência da Reforma Política Plebiscitária



Parte dos congressistas (infelizmente a maioria) ensaia uma antirreforma política na contramão dos anseios dos brasileiros, orquestrada pelos presidentes do Senado e da Câmara, com o apoio do líder do PSDB e do PT. Querem, sobretudo, a volta do financiamento privado de campanhas e (pasmem), a anistia dos crimes de caixa 2 cometidos por empresários e políticos até então – colocando em risco todo o trabalho de investigação e punição realizado pela operação Lava Jato. Diante desse descompasso entre os representantes e os representados, só nos resta uma alternativa: o Plebiscito. Único mecanismo democrático capaz de legitimar a vontade da maioria e, enfim, fazer com que “todo poder emane do povo”.  Eis o que a população deveria pedir nas ruas: uma reforma política plebiscitária.

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Pela ordem (ou desordem)?



Isabelle Anchieta*
‘A burrice é infinita’, mas nossa paciência não. O País precisa amadurecer o debate político dentro e fora do Congresso. Faltam regras, respeito mútuo, ideias e sobram ataques pessoais. E o pior: há um quê teatral e grotesco no ar. Mais do que um debate genuíno, trata-se um jogo de cena ególatra – blindado pelo abuso da imunidade parlamentar. Se, de fato, terão a coragem de fazer um documentário do processo do impeachment no Senado, ele deve ser catalogado como um filme trash. Uma simulação de indignação mal encoberta movida por razões nada republicanas….Curiosamente, os mais corruptos são os que mais usam o microfone, os que mais pedem ‘pela ordem’ e, ironicamente, são os promotores da desordem. Encenam uma guerra de narrativas, querem confundir e aparecer na telinha. O Brasil? Os brasileiros? Meros espectadores dessa narrativa de mal gosto.

Bate-bolas x Reis Congos na Abertura da Olimpíada





Muito destacou-se (merecidamente) o desfile de Gisele ao som de Tom Jobim, no compasso das linhas montanhosas de Niemeyer, o voo legitimador do 14-Bis e os inusitados efeitos das imagens tramadas pelos índios. Uma cerimônia que conseguiu ver o Brasil ‘por cima’, sintetizá-lo usando e (simultaneamente) ultrapassando os estereótipos nacionais. Foi simples, mas não foi simplório. Muito pelo contrário, conseguiu ler nossa complexa identidade que amalgama o erudito e o popular – tão bem ilustrada com Paulinho da viola acompanhado pelo conjunto de cordas. Mas para além da nossa pacífica e sofisticada acomodação entre registros opostos, há diferenças que não conseguimos ‘mestiçar’ e eles estiveram, sim, presentes na abertura. Ainda que fique a impressão que só eu tenha me espantando com a presença dos ‘bate-bolas’ – representados em um grupo vestido de vermelho – simulando um conflito com os ‘reis congos’ do Maracatu – de amarelo e branco – acompanhados de alguns dissidentes do grupo vermelho. Na sequência, uma projeção de uma mão gigante elimina o grupo dos ‘bate-bolas’. No microfone, Regina Casé pede: ‘Chega de briga!’ 

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O mais persistente movimento social desde a redemocratização


Já são três anos desde 2013. De lá pra cá, os brasileiros saíram às ruas mais de 18 vezes em uma centena de cidades. Um recorde de persistência dos cidadãos que, nesse fim de semana, mais uma vez, colocaram a camisa com as cores da bandeira e foram combater o que compreendem ser o maior problema do País: a corrupção. Na pauta atual, estão também: a saída definitiva da presidenta Dilma, a aprovação das 10 medidas de combate à corrupção, a prisão de todos os políticos corruptos (independentemente de seu partido) e a renovação do quadro político.
Não é pouca coisa. A começar pela derrubada de um (a) presidente (a). E estão conseguindo. Isso mesmo. Engana-se quem pensa que Dilma será deposta pelo Congresso e pelo Senado. Ela foi deposta, antes, pela população e pelas ruas. Um ‘recall informal’, por assim dizer (que deveria, sim, ser institucionalizado, para evitar o longo desgaste do País).

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O círculo vicioso Tupiniquim






Escutando uma frase de Marina Silva, recordei outra célebre do delator do mensalão Roberto Jefferson quando indagado no programa ‘Roda Viva’ se ele se considerava um político corrupto. Confesso que fiquei perplexa com a pergunta direta e corajosa da jornalista, e extremamente curiosa para saber como ele sairia daquele constrangimento público. Sem titubear, devolveu outra pergunta: ‘Você já viu água limpa passar em cano sujo?’ Marina Silva, de forma menos pedestre (e a seu estilo), disse algo similar: ‘Não existe árvore boa em ecossistema doente.’
As avaliações vindas de políticos com trajetórias distintas podem ser um importante indicativo do desafio que temos pela frente. Pois, se de fato queremos novos políticos, é preciso antes ou simultaneamente promover uma ampla reforma política (e cultural) capaz de ‘limpar os canos’. Do contrário, o sistema ou a chamada ‘governabilidade’ acaba por favorecer os piores, obrigando os bons a se alinharem às práticas que vão gradualmente naturalizando-se pela repetição.
Práticas que lembram os famosos ‘Círculos Viciosos’ pintados pelo holandês Hieronymus Bosch, no século XVI, atualmente no Museu do Prado, em Madrid. Em cada cena figuras grotescas vão revezando-se como em um espiral que remetem aos círculos do inferno idealizados na literatura pelo italiano Dante Alighieri


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Reportagem Estadão: análise Movimentos Sociais

É a crise da humanidade? Um ponto de inflexão?





Atacar a França no dia 14 de julho é tentar atropelar simbolicamente o que esse país representou quando propagou as sintéticas (e potentes) ideias de liberdade, igualdade e fraternidade. No sentido de não nos submetermos a nada e ninguém e entendermos os outros como humanos. Individuais, diferentes, mas unidos em nossa humanidade: individumanos. Ainda que com enormes dificuldades, podemos afirmar que a partir do século XVIII uma série de fronteiras foram colocadas em questão. A fronteira racial; entre homens e mulheres; a da opção sexual; entre classes sociais etc. Mas infelizmente vivemos um ponto de inflexão no século XXI, mudando a curva de direção. Os atentados terroristas, o conflito entre negros e brancos nos EUA, a crise migratória na Europa; a saída da Inglaterra da União Europeia e mesmo a polarização política que vivemos no Brasil fazem decrescer a nossa expectativa de fazer valer o sentido mais essencial (e primeiro) do humanismo.


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julho 07, 2016

Quando as mulheres falam, eles escutam?

‪#‎AMORCORTÊS‬ Quero me referir nesta análise a duas mulheres. Separadas no tempo e no espaço, mas potencialmente unidas em seu poder de mobilizar o debate público. Luíza Brunet e Leonor de Aquitânia. O que as une aqui é, sobretudo, a intenção de problematizar qual caminhos iremos adotar no debate da violência contra a mulher. Tomaremos os homens como inimigos ou os convocaremos como aliados na mudança de comportamento?

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CULTURA DE ESTUPRO EM DEBATE TV ASSEMBLÉIA



‪#‎CULTURADOESTUPRO‬ . SEGUNDO BLOCO

Caras (os) divulgo entrevista abordando a violência contra a mulher que concedi para a TV Assembléia ao lado das jornalistas Elisiane Lara e Nina Gazire. Apesar de apresentarmos posições discordantes o debate foi propositivo. Os demais blocos do programa no link:

http://www.almg.gov.br/acompanhe/tv_assembleia/videos/index.html?idVideo=1068152&cat=91

Assinando o contrato para a publicação dos meus primeiros livros com a editora EDUSP

Depois de uma amistosa negociação, enfim, assinando o contrato para a publicação dos meus primeiros livros com a editora EDUSP. Uma coleção (com 3 livros) adaptados de minha tese "Imagens da Mulher no Ocidente Moderno". Ansiosa para ver a obra ganhando vida e cumprindo sua função social.A coleção será dividida da seguinte forma: 1) Bruxas e tupinambás canibais; 2) Maria e Maria Madalena, 3) Stars de Holywood.
Para quem não sabe da pesquisa um resumo abaixo:

“Por trás do Espelho: uma História das imagens da Mulher no Ocidente Moderno” é o resultado de 8 anos de pesquisa e investigações, em várias partes do mundo, como tema de tese de doutoramento de Isabelle Anchieta pela USP. Uma obra com mais de 700 páginas que refaz a história da mulher no Ocidente, desde o séc. XV ao XX, por meio de xilogravuras, pinturas, esculturas, fotografias e pelo cinema. O trabalho foi premiado pela USP com distinção acadêmica e também recebeu prêmio internacional pela Associação de Sociologia com apoio da UNESCO devido a originalidade da abordagem.
A adaptação da obra para publicação foi aprovada por comitê da editora EDUSP. Segundo avaliação da parecerista externa da editora, especializada no tema, não há obra que abarque um período tão extenso, considerando, por essa razão, o empreendimento inédito não só no país como no exterior. Resumindo a obra da seguinte maneira:
"Em extenso trabalho de campo a autora faz uma vigorosa imersão nas imagens com o intuito de perceber as origens sociais do processo de individualização e humanização da mulher no Ocidente. O trabalho mostra a intertextualidade de vários produtos culturais (pinturas, esculturas, panfletos e filmes). Destaco a discussão sobre as disputas por reconhecimento que, segundo a autora, conduz a uma crescente individualização e humanização das imagens, mostrando a importância das visualidades na instauração de novas formas de organização e integração social (...) Quanto ao texto, o trabalho está muito bem escrito, o que é raro".

A pesquisadora demonstra como as imagens dialogam para além do tempo e espaço, se misturando e perpetuam-se em uma série de intervisualidades. É nesse sentido que a pesquisadora chama as imagens de “polimagens”, considerando que cada imagem contém em si uma série infinita de outras imagens. Uma obra que dá também relevo as imagens da mulher no Brasil, demonstrando não só uma assimilação passiva as imagens que vieram da Europa e América do Norte, mas um protagonismo das imagens nacionais e sua influência sobre as imagens que circulam no Ocidente. Assim, mais do que uma colonização, a pesquisa revela uma mútua contaminação entre essas imagens _ achados, esses, destacados pelos historiadores Fernando Novais e Lilia Schawrcz.
A obra desenvolve também outro conceito teórico original para pensar as pessoas para além das suas estereotipias: a “individumanização”. Um processo social e histórico que tende segundo a socióloga colocar em relevo as trajetórias individuais, mais do que o gênero, a cor e a etnia. Nesse sentido o trabalho foi qualificado pela pró-reitora de cultura da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda, como um trabalho de vanguarda.
O objetivo primordial de sua publicação é dar acesso a um conteúdo qualificado, histórico e sociológico no sentido de oferecer uma outra mirada sobre a questão da mulher para além do debate de gênero. O pós-gênero.
A divulgação de trabalhos de pesquisa como este é uma forma de criar uma ponte entre a produção de conhecimento e a sociedade. Propiciando a oportunidade de acessar um saber científico que deveria ter como finalidade o público amplo.

INSTAGRAM @isabelleanchietapublica

INSTAGRAM. Caras(os) criei uma conta aberta no Instagram para quem quiser acompanhar meu trabalho também por essa rede. Posto, como de costume, as análises políticas, de comportamento e sobre arte feitas para o Blog do Estadão, além de fotos, palestras e dicas de livros.
Espero por todos!
@isabelleanchietapublica

Uma alegoria do Tempo revelando a Verdade

‪#‎POLÍTICA‬ ‪#‎ARTE‬ Sempre que penso no processo social e político vivido pelo país desde 2013, uma imagem me ocorre. O quadro do francês Jean François De Troy, do séc. XVIII. ‘Uma alegoria do Tempo revelando a Verdade‘, de 1733, atualmente na National Gallery, em Londres. Nele uma mulher impõe-se na cena. Não só por sua centralidade, mas por sua clareza; brilho; quase transparência. Despida por um homem alado, é a mulher, no entanto, que parece controlar soberana os demais personagens. Pisa uma esfera, como se nesse gesto tivesse o mundo aos seus pés. Ela, no entanto, não é uma mulher. Mas uma alegoria. Uma expressão figurada de uma ideia que ultrapassa a sua imediata compreensão.
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Mendigando o calor da nossa individumanização

INDIVIDUMANIZAÇÃO. É preciso estar além dessas categorias. O que se deve aprender é que somos simultaneamente particulares e universais. Únicos, mas compartilhamos algo em comum: a nossa humanidade. Essa, sim, deveria ser a linha que nos entrelaça e não as perigosas categorias intermediárias que criamos para nos classificar mutuamente. Classe; burguesia; pobres; ricos; fascistas; feministas; mendigos; imigrantes; negros; brancos; esquerda; direita; coxinhas e petralhas. Digo “perigosas” porque servem sobretudo para desumanizar os “outros” e assim justificar o ódio e mesmo o extermínio alheio.
É necessário conhecer, se aproximar, antes de classificar. O conhecimento (em sentido amplo e estrito) é o melhor martelo contra as pedras dos preconceitos. O único capaz de promover um novo arranjo social que poderá ser caracterizado por uma maior tolerância social em relação as escolhas de cada um. Um novo humanismo. Resultado das pretensões, cada vez mais particularizadas, por reconhecimento. Percebendo assim que, quanto mais caminhamos no sentido da subjetivação, mais promovemos a solidariedade em relação ao outro e as suas particularidades. Por isso, propus (em minha tese de doutoramento) o neologismo que une as duas noções, aparentemente inconciliáveis, em uma só palavra: individumanização.
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junho 17, 2016

Não sobrará ninguém? Que não sobre!

É preciso enrijecer as cordas em todos os nós dessa teia, sob pena de sermos capturados por sua perversa malemolência. Sobraram poucos, é fato. Mas, será somente por meio de um novo começo sem meios termos, jeitinhos e concessões que teremos um país renovado depois dessa crise. Onde enfim, possamos criar um cenário em que “a governabilidade e aniticorrupção caminhem mais próximas”, segundo a boa previsão da cientista política Izabela Corrê. Incentivando assim a entrada em cena de novos atores sociais, enfim, genuinamente interessados em construir um Brasil para os brasileiros"


Atentado em Orlando levanta 3 importantes questões


 O país que se orgulha da vanguarda em direitos humanos é o mesmo que autoriza que seus cidadãos portem armas e definam quem merece viver ou não. Esse “outro” em geral é negro, homossexual e imigrante. (...)
(...)
Mais do que medidas legais me parece que o tema perpassa a cultura da violência que paradoxalmente está enraizada no país que se diz símboloda liberdade. A segregação não só de homossexuais, mas de imigrantes e negros é fato escandaloso e em descompasso com a ideia de igualdade e liberdade que fizeram, da constituição republicana do país, um marco para todas as revoluções democráticas que se seguiram a 1787.
(...)
Uma cultura, diga-se de passagem, exportada como referência para todo o mundo. Aquela que torna a arma um item simbólico comum? Será preciso mais do que leis para repensar o lugar da violência na vida americana. É preciso romper o tabu. É preciso desmascarar as contradições e definir afinal de que lado os americanos estão: do lado dos direitos humanos, da liberdade ou da cultura da violência e do preconceito? Não é possível estar dos dois lados ao mesmo tempo. Essa hipocrisia não pode mais ser levada adiante. 

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A irônica semântica da política nacional


Se uma figura de linguagem pudesse ser usada para definir a política no Brasil ela certamente seria a ironia. Aqui Ministros da Transparência são nomeados para obscurecer investigações da Justiça. A “defesa” da democracia é lema de simpatizantes de um partido sinônimo de atos “nada republicanos”. Sem falar no pleonasmo do “golpe” que conseguiu, pela redundância, significar que o desejo da maioria da população (e não de uma minoria) fosse compreendido como um atoantidemocrático. Mas, ninguém escapa a ironia. O líder da oposição _ que deveria ser a antítese do mal feito_ ao que tudo indica será “o primeiro a ser comido” pelo banquete antropofágico orquestrado pela Lava Jato. Eis que todas as afirmações são exatamente o contrário do que se pensa e dos fatos. Seriam ridículas, não fossem tomadas a sério por um grupo de pessoas que as repetem acriticamente.
(...) Mas, em meio a tantas ironias, alguém resolve falar sério. Dá real correspondência as palavras. A Lava Jato é a melhor antítese da política nacional. Delações premiadas, gravações de conversas privadas ofereceram o paradoxo que necessitávamos para romper a ironia. Escutamos pela primeira vez e com todas as palavras, os políticos dizerem (o que desconfiávamos que diziam), mas que nunca o fizeram em público. É a confissão dos crimes inconfessáveis. É o fim da hipocrisia. São as palavras ganhando o seu lugar. Crime é crime. Corrupção não é jeitinho. Propina e caixa dois dão cadeia. E, agora, bandido que rouba muito não vira mais Ministro, mas pode ir para a prisão.
Eis que a Lava Jato faz desse “ensurdecedor silencio” o mais delicioso emprego da palavra justiça engasgada há séculos na paciência nacional.



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maio 25, 2016

Análise - O 'Manifesto Antropofágico' de Romero Jucá


Caros (as)
Compartilho análise política realizada para Estadão. Nela faço um paralelo crítico entre as falas do já ex-ministro Romero Jucá e o Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade.
Disponibilizo a íntegra no link:

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,analise---o-manifesto-antropofagico-de-romero-juca,10000053490