dezembro 11, 2008

Sobre o fim e o início de uma aula

Hoje foi o fim de mais um semestre. E despedir-se de uma turma é como perder algo precioso que foi construído com muito cuidado – no entanto, deixo em seguida esse pensamento saudoso quando percebo que algo perdura contrariando a minha ausência e a deles. Algo que possui uma força que tende para a continuidade e nunca ao fim: o conhecimento. Esse que perdura, cresce e nos torna quem somos. Essa turma (com outras que me foram muito especiais) engrandecem e dão força a essa palavra: ensino. Porque no fim das contas descobrimos que o “ensinar” só acontece quando a troca se estabelece, quando a relação se instaura. Hoje, ao fim de mais uma prova, fiquei conversando com alguns alunos que me davam o retorno sobre a minha forma de tratá-los, especialmente sobre os meus famosos “memoriais” (as fichas individuais que faço dos meus alunos acompanhando seu desenvolvimento durante o semestre) além da segunda chance que dou de revisão, corrigindo os exercícios com minhas fichas e os critérios de avaliação. Diziam que se sentiam respeitados e que realmente percebiam a minha vontade de ensiná-los e de não só transmitir o conteúdo.
Não imaginam o quanto me enobrece essa resposta, esse retorno, que felizmente são comuns em minha carreira. Manifestações de carinho e agradecimento que são, realmente, o combustível para meu trabalho. Um sinal de que é esse o caminho da educação: o respeito mútuo, uma obstinada vontade em aperfeiçoar, paciência e entusiasmo pelo que se faz. Obrigado meus caros alunos, pois só posso ser a professora que sou, na medida que tenho alunos igualmente dispostos a estabelecer essa preciosa relação; a relação que nos une por algo tão imaterial e sólido: o conhecimento.
Com carinho e admiração,
professora Isabelle

3 comentários:

Luslandia disse...

Isabelle,
Você é muito mais que tudo o que se pode esperar de um professor. E este semestre foi muito mais alegre e enriquecido pela sua presença.
Muito obrigada de coração.
Você não existe, deve ter sido um anjo que Deus enviou a terra.
Muitos beijos e abraços de quem te adora e admira.

Fatine Oliveira disse...

O que dizer a não ser que foram momentos maravilhosos, e dias em que o ensino foi muito mais do que teorias apenas. Foram instruções de vida. Por que o mais importante para nós alunos não é um professor com mestrado, é um ser humano transmitindo o maior de todos os tesouros: o conhecimento. Se para você foi uma honra, para nós mais ainda. Uma parte que jamais nos esqueceremos...

Tauana disse...

nossa, fiquei emocionada com as palavras! mesmo! muito bom saber que o professor está aberto a também aprender com os alunos, está aberto a escutar, compreender, ensinar de fato. Definitivamente, uma das melhores aulas e professora de todo o curso, e que reacendeu em mim a paixão um pouco perdida pelo jornalismo.
Um beijo grande, e obrigada pelas lições!