outubro 11, 2016

O círculo vicioso Tupiniquim






Escutando uma frase de Marina Silva, recordei outra célebre do delator do mensalão Roberto Jefferson quando indagado no programa ‘Roda Viva’ se ele se considerava um político corrupto. Confesso que fiquei perplexa com a pergunta direta e corajosa da jornalista, e extremamente curiosa para saber como ele sairia daquele constrangimento público. Sem titubear, devolveu outra pergunta: ‘Você já viu água limpa passar em cano sujo?’ Marina Silva, de forma menos pedestre (e a seu estilo), disse algo similar: ‘Não existe árvore boa em ecossistema doente.’
As avaliações vindas de políticos com trajetórias distintas podem ser um importante indicativo do desafio que temos pela frente. Pois, se de fato queremos novos políticos, é preciso antes ou simultaneamente promover uma ampla reforma política (e cultural) capaz de ‘limpar os canos’. Do contrário, o sistema ou a chamada ‘governabilidade’ acaba por favorecer os piores, obrigando os bons a se alinharem às práticas que vão gradualmente naturalizando-se pela repetição.
Práticas que lembram os famosos ‘Círculos Viciosos’ pintados pelo holandês Hieronymus Bosch, no século XVI, atualmente no Museu do Prado, em Madrid. Em cada cena figuras grotescas vão revezando-se como em um espiral que remetem aos círculos do inferno idealizados na literatura pelo italiano Dante Alighieri


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