outubro 11, 2016

Bate-bolas x Reis Congos na Abertura da Olimpíada





Muito destacou-se (merecidamente) o desfile de Gisele ao som de Tom Jobim, no compasso das linhas montanhosas de Niemeyer, o voo legitimador do 14-Bis e os inusitados efeitos das imagens tramadas pelos índios. Uma cerimônia que conseguiu ver o Brasil ‘por cima’, sintetizá-lo usando e (simultaneamente) ultrapassando os estereótipos nacionais. Foi simples, mas não foi simplório. Muito pelo contrário, conseguiu ler nossa complexa identidade que amalgama o erudito e o popular – tão bem ilustrada com Paulinho da viola acompanhado pelo conjunto de cordas. Mas para além da nossa pacífica e sofisticada acomodação entre registros opostos, há diferenças que não conseguimos ‘mestiçar’ e eles estiveram, sim, presentes na abertura. Ainda que fique a impressão que só eu tenha me espantando com a presença dos ‘bate-bolas’ – representados em um grupo vestido de vermelho – simulando um conflito com os ‘reis congos’ do Maracatu – de amarelo e branco – acompanhados de alguns dissidentes do grupo vermelho. Na sequência, uma projeção de uma mão gigante elimina o grupo dos ‘bate-bolas’. No microfone, Regina Casé pede: ‘Chega de briga!’ 

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